Tudo pode mudar…

E foi naquele fim de tarde chuvoso, de um dia, que até então, eu daria tudo para não ter nem levantado da cama, que o meu olhar cruzou com o dele.

Não dormi muito bem durante a noite, acordei atrasada, cheguei atrasada no estágio, minha cabeça doía, o sapato estava me machucando, estava com muito sono e levemente melancólica.

No fim da tarde saí do estágio e fui caminhando até o centro da cidade, para pegar um ônibus pra na faculdade. Com a caminhada, que é bem longa, eu só consegui ficar ainda mais irritada, pois o sapato insistia em esfolar o meu dedinho. Durante todo o trajeto só conseguia pensar “Eu não devia ter levantado da cama. Não devia.”

Pra completar o dia, São Pedro me enviou um dilúvio. O jeito era correr pra um lugar que eu pudesse me esconder da chuva, já que com a quantidade de água que estava caindo, minha sombrinha não era nada mais do que um mero enfeite.
Fiquei alguns minutos debaixo de uma marquise e quando o temporal cessou um pouco, corri para atravessar a rua em direção ao meu ponto de ônibus.
E foi aí. E foi aí, que tudo aconteceu.

Fui correndo desesperadamente, com minha sobrinha prata, que nesse momento, com a chuva menos intensa, até estava me protegendo das gotas, porém era tarde demais, pois a tromba d’água de alguns minutos atrás já havia me deixado ensopada.

Ao atravessar a rua, meu único foco era o ponto de ônibus. Não via nada, nem ninguém. Na correria, esbarrei em um moço e a renda da minha roupa, agarrou no zíper da mochila dele. No instante, não vi direito o que aconteceu, só consegui pensar: “Merda, estragou minha roupa”.  Com pressa tentei puxar, mas não o fio não soltava do maldito zíper. Quer dizer, maldito não.

Estávamos no meio da faixa de pedestres e já já o semáforo iria abrir, então fui o puxando até a calçada, com o olhar concentrado na minha renda e nada mais. Poxa, minha blusa nova.  Estava nervosa, mas tentava delicadamente me desgrudar dali sem estragar a blusa. Até então, não havíamos nos olhado e nem trocado mais palavras do que “Vamos sair do meio da rua” “ai, meu Deus, calma. pera, tô conseguindo” “Me deixa tentar” “Não, pode deixar”. Por fim nos abrigamos na primeira marquise e nos concentramos de verdade em me desgrudar dele. Mas não adiantou muito o esforço, minha blusa já havia desfiado. Que tristeza. Momentânea. Toda a tristeza se esvaiu, quando tirei o foco da blusa e olhei dentro dos olhos daquele rapaz.

Não sei o que houve, mas senti algo diferente dentro de mim, quando olhei nos olhos dele. Não. Não eram borboletas no estômago.

Algo me dizia que eu não poderia deixá-lo simplesmente ir embora. Mas o que eu iria fazer? Pedir pra pagar outra blusa ia parecer sovina demais. Mas enquanto eu pensava o que faria, ele deu um puxão na blusa e a desgrudou do zíper. E ela que antes só estava desfiada, neste momento estava realmente rasgada. Ele não me deu tempo nem para xingá-lo e já foi dizendo: “Moça, mil desculpas, mas estou com muita pressa. Tome meu cartão. Me ligue, pois eu farei questão de lhe pagar outra blusa feito essa.” E foi embora correndo pra pegar o semáforo ainda aberto.

Chuviscando, fui para o ponto de ônibus. Estava ensopada e exausta, mas só conseguia pensar no cara da blusa. Tinha aula na faculdade, mas meu cansaço me fez decidir: vou pegar o primeiro ônibus que passar. Se primeiro passar o que me deixa em casa, vou pra casa. Se primeiro passar o que me deixa na faculdade, vou pra faculdade. E dei sorte. Poucos minutos depois, o que me deixa em casa chegou. Milagrosamente vazio.

Entrei e me sentei lá no fundo do ônibus. Fui logo pegando o cartão que havia ganho do Mauro. Mauro Lisboa era o nome dele. Designer. O cartão era bem bonito e minimalista. Tinha bom gosto. Mas ele não tem cara de designer, pensei.

E foi assim, que no meu dia nublado, o sol apareceu.

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Irmã que Deus me deu

Hoje é um dia que lembro de agradecer à Deus por ter dado vida a uma pessoa tão importante na minha vida.

Mais do que amigas: irmãs. Irmã que eu adotei, irmã que a vida meu deu. Não consigo deixar de lado esses clichêzinhos na hora de falar dessa amiga que é tão importante na minha vida.

Não temos o mesmo sangue, a mesma família, o mesmo sobrenome… mas o nosso laço de amizade também será para sempre. Por isso amiga-irmã. Amiga-irmã pois às vezes você me entende mais do que eu. Amiga-irmã pois às vezes conversamos apenas por olhares.
Já não é a primeira, e nem será a última vez que te falo sobre a sua importância na minha vida, Marina.

Hoje, no seu aniversário, só consigo pensar nas melhores coisas do mundo para te desejar. Isso porque te amo. Isso porque você merece. Merece porque é uma pessoal incrível de coração enorme e que “ainda não aprendeu a ser grossa com ninguém”, rs.

Que Deus te dê sabedoria para seguir o caminho que te deixará mais feliz. Tenha certeza que tudo ficará bem e tudo demais lindo está reservado para você.

Já ficou subentendido, mas vale reforçar: conte sempre comigo.

Te amo demais, pretinha. Quero sempre te ver feliz.

Mais um aniversário de gente querida

Hoje (ainda) é o dia de uma das pessoas mais especiais da minha vida. Hoje fiz a conta e vi que já faz 6 anos que conheci aquela paty favela do bochechão. Hoje percebo que ela continua com o bochechão, mas deixou para trás um pouco daquele jeito. Mas só um pouco. Hoje eu olho pra trás e me bate aquela puta nostalgia: como foram bons os momentos que passamos juntas. Hoje paro pra lembrar das risadas que demos, dos desabafos que fizemos, das festas que curtimos e até dos apertos que passamos. Hoje posso ter (ainda mais) certeza que sempre contarei com ela. E vice-versa. Hoje eu relembro daquilo que ela sempre diz: sempre se dá um jeito de estar perto de quem realmente importa. E por isso, @thaysbajur, Hoje vim aqui dizer que você muito importante pra mim, te amo muito e te quero sempre por perto! Amizades verdadeiras são assim ❤

Muito sobre mim

E eu insisto em ser livre. Se quiser meu amor, tenha ciência de alguns limites. Terá minha eterna devoção. Sinceramente, tenho medo que o meu desejo por alguém possa aprisionar o meu espírito e me impeça de ser leal ao meu único e grande amor: a liberdade. Liberdade para experimentar, descobrir e ampliar minha visão do mundo.

Meu amigo, se está a procura de uma mulher louca pelas paixões, definitivamente essa mulher não sou eu. Paixão não é o meu forte. Sou um pouco fria e as vezes bastante distante. Sou muito lógica e ponderada para me impressionar com romances adocicados, declarações de amor ou filmes com finais trágicos, como Romeu e Julieta. Não vejo sentido em associar paixão com amor. Amor é harmonia e tranquilidade e paixão… nos deixa vulnerável. Vulnerável ao ponto de causar dor e sofrimento.

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Minha mente é lógica, o que por muitas vezes me faz entrar em choque com os sentimentos. Não consigo aceitar alguém chorando por amor. O amor deve trazer alegria e sorrisos, jamais lágrimas. Definitivamente, se seu amor for neurótico, não terá futuro comigo.
 
Parece, mas não sou uma pedra de gelo. Meu amor pode ser fogo puro, intenso e jamais será monótono. Não me entrego incondicionalmente, mas posso sim amar com muita intensidade. Se a situação esfria ou se torna intolerável, minha índole fará com que eu desapareça da noite pro dia e sem nem olhar para trás. Não gosto de separações, mas não sou tão sentimental para sofrer tanto com isso. Tenho meu individualismo, mas também tenho muitos amigos. Se for preciso, não hesito em seguir sozinha. Chorarei? Sim. Sofrerei? Sim. Mas me recuperarei rápido. Mais rápido do que você pode imaginar.
 
Não sou de fazer julgamentos e nem de ter preconceitos. Sempre lhe darei uma franca opinião, mas nunca lhe ensinarei a viver. Aceito as pessoas como elas são e não tenho a intenção de mudá-las. O fato de gostar de novidades e coisas novas, não quer dizer que eu goste de mudar as pessoas. Prefiro insistir na mudança do universo.
 
Não queira saber o que estou pensando. Isso me irrita profundamente. Conservarei meus segredos e te dou o direito de manter os seus. E pode ficar tranquilo pois serei fiel ao extremo. Mas lembre-se: uma coisa é mentir, outra coisa é deixa de contar toda a história.
 
Tranquila por natureza, também gosto de praticar o bem. Também gosto de desafiar a opinião pública, e secretamente me delicio em chocar as pessoas mais convencionais com comportamentos transgressores.
O que para a maioria é chocante e escandaloso, as vezes para mim é apenas exótico. Poucas coisas me chocam verdadeiramente.
 
Detesto chiliques e ataques de histeria. E se não tenho uma boa base sobre o assunto, prefiro preservar o meu direito de ficar calada.
 
Pareço desligada do mundo, mas consigo captar como ninguém as coisas que acontecem ao meu redor. Pode parecer que estou no mundo da lua e não estou prestando atenção em uma palavra do que você diz, mas certamente no dia seguinte serei capaz de repetir tudo que você disse. E ah, dificilmente encontrará alguém mais distraída e ansiosa do que eu.Texto adaptado.

E que tudo fique bem

A vida é feita de ciclos. Ciclos bons e ciclos ruins. As coisas passam e novas coisas estão sempre por vir. É assim. Simples assim. Ufa, aquilo já não faz mais parte da minha vida: é o que penso quando olho pra trás. O aprendizado foi grande, mas quero coisas novas. Não quero mais nem de longe aquilo que me incomodava e me fazia sofrer.

No novo início, as coisas ainda não estão do jeito que sonhei, mas sem dúvida estão melhores do que estiveram a pouco tempo. Ainda tenho fé que tudo irá melhorar e se estabilizar. Muita fé. E farei tudo que estiver ao meu alcance pra conseguir. Eu quero, eu posso, eu consigo. A esperança de que tudo vai melhorar é o que me dá forças para enfrentar cada dia.

A verdade é que

Tenho medo de ser julgada.
Tenho medo do que as pessoas irão pensar sobre o que eu sou.
Tenho medo do que as pessoas vão pensar sobre o que eu fiz ou vou fazer.
Tenho dificuldade em desabafar com as pessoas.
E quanto maior a proximidade de alguém, mais dificuldade em desabafar com ela eu tenho.
Tenho medo de quem eu gosto se afaste de mim.
Tenho medo de dizer tudo que penso.
Tenho medo de me entregar.
Tenho medo de amar.
Tenho medo de tudo.
Tenho medo do mundo.