2024

18 de Julho de 2024

Hoje acordei meio nauseada. Acho que ainda não me acostumei com o balanço desse barco, com essa vida de marinheira. Saímos ontem de Florianopolis e estamos indo em direção ao Rio. Pretendemos passar apenas um dia na cidade maravilhosa, e logo depois partir para Belo Horizonte, onde vamos visitar nossa família. Maria Luiza e Murilo estão muito ansiosos para rever os primos. Acho que eles estão cansados de brincarem entre si, estão cansados dessa ‘solidão’. Criança é assim mesmo. Malu, ontem quando veio me dar boa noite disse: mamãe, quando vamos na casa da vovó? Eu disse, logo minha filha, logo.
Eu gosto dessa vida nômade, mas confesso que tenho nostalgia, daquela epóca em que vivia com minha mãe, e que minhas únicas preocupações eram tirar notas boas em matemática. Mas sou muito feliz do jeito que sou hoje. Sou feliz por ter um marido que amo muito, e duas crianças maravilhosas. Vivemos assim de cidade em cidade, de porto em porto, não temos parada, e enquanto tivermos condições financeiras, vai ser assim. As vezes me sinto receiosa, em relação a educação dos meus filhos, enquanto eles ainda são pequenos consigo me virar, pois fiz magistério. Mas e depois .. como vai ser? Vamos ter que parar em algum lugar. Mas enfim, não quero pensar nisso agora.
Fred já fez o café da manhã. Ele até que se vira na cozinha. Estou sem fome, mas vou os acompanhar na mesa, pois Murilo já veio me chamar.
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23 de Julho de 2024

Estamos no Rio. Como essa cidade é bonita. A beleza desse céu, dessas águas, de tudo isso, ainda se destaca entre todos esses prédios, carros e fumaça.
As coisas estão bem diferentes, desde a ultima vez que apareci por aqui, na Copa de 2014. Foi nesse ano que conheci Fred. E se alguém me dissesse: Você vai se casar, ter dois filhos, e ser muito feliz com esse homem. Eu riria na cara dessa pessoa e a chamaria de louca. Mas enfim, aqui estou eu: casada, com dois filhos e muito feliz.
Hoje o dia foi exautivo. Levamos Malu e Murilo em um parque. Nos cansamos muito, afinal não é fácil acompanhar o ritmo de duas crianças de 5 anos. Haja folego. Os três estão deitados nos braços de Morfeu, e também já estou indo, pois amanhã partimos cedo para BH.
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25 de Julho de 2024

Ontem chegamos em BH. É muito bom matar a saudade da familia! Quanta falta eu sinto da convivencia diária com minha mãe, falta daquela risada inconfundivel, sempre bem-humorada, fazendo piada de tudo. Hoje, vamos almoçar com a mãe da Fred, e graças a Deus me dou muito bem com ela.
As crianças estão radiantes, em rever os primos e a avó e não veem a hora de ir na casa da outra avó. Vou tomar um banho e dar banho nas crianças e nos arrumarmos para almoçar na casa de minha sogra.
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E se tudo isso fosse verdade? E se daqui a 15 anos, eu estivesse, casada, com filhos, com uma vida de andarilho, nostalgia, e mesmo com toda tecnologia, ainda ousasse a escrever um diário. Se isso é verdade, se isso vai virar verdade, ou se isso não passa de uma ilusão de uma pessoa que gosta de sonhar, isso só tempo irá dizer. É viver para saber, para entender e ser feliz é o que importa!
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Pauta do Blorkutando.

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