Balela

O fim é inevitável. Todo começo pressente um fim. Vejo nossas vidas repletas de ciclos que se fecham e se expandem, permitindo a abertura de ciclos que se iniciam. É o fim. Do Ensino Médio, da época escolar, das provas bimestrais, das aulas de português com rodas, de matemática apressada, de física atordoada. É o fim das aulas de história politizadas, das aulas de química não-óbvias, das aulas de geografia por gentileza. Filosofia sem o Marco Túlio. É o fim das aulas de biologia. Nada de Lenise e músicas durante experimentos, nada de Liparine e caminhadas, nada de professor-de-laboratório-de-física que é maluco e obsessivo por silêncio. Educação Física pra valer? Nunca mais e graças a Deus.
Sei que vou sentir falta do pacote de Matheus, dos questionamentos e filosofias de Marco Túlio, das broncas da representante de turma, dos bombons de Paulo Victor. Das fotos educativas de Daniel, das indignações de Léo ZeGarra e da prepotência de Tcharles. Das perguntas intermináveis de Leandro… Será? Não. Eu não sentirei falta do silêncio de Dione, mas juro por Deus que sentirei falta da falação desenfreada de Carol. Espero que Fernanda seja uma ótima designer, que Karen seja uma jornalista com essência, que Dani deixe de ser emo, que Camila não encolha mais e que Anne nunca perca seus super poderes. Juro que a timidez de Ana Flávia me incomodou, mas a gentileza me encantou, ja Rafael precisa parar de escutar sertanejo pr’eu pensar em conceitua-lo na minha vida.
Lucas sempre periculoso e malandro e Diogo um fantasma eterno. Sei que um dia Rodrigo irá voltar de viagem e que Glauber estará presente de fato, Krisley vai aprender a deixar o celular no silencioso e Natane irá matar aula. As coisas podem mudar. Sarah pode não se tornar engenheira, Felipe pode não ser administrador, Cassius não vai ser pra sempre bombadinho e Thays, tuas rugas também vão chegar. Mas acho que nenhuma das coisas que passaram e passamos irão mudar. Seremos pra sempre 127, até pessoas sem identidade, Ariel. Johanna sempre será nossa intercambista e Grazi, meu bem, não sei o que falar pra você, mas me surpreendi com você na manifestação. Paulinha, um dia descubro quem passou a mão na tua bunda.
Assim como todo começo pressente um fim, todo fim predestina um começo. “Começos” também são inevitáveis. Boa sorte a todos.
– Texto Feito Por Laís Girardi, a Respeito de nossa Turma de 3º Ano.
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